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24 janeiro 2016

PRA ASSISTIR ANTES QUE AS FÉRIAS ACABEM


Antes de tudo, posso antecipar o fato de que esse filme foi o melhor das férias e o que me fez virar fã do drama britânico. Percebi que sou muito acostumado ao modelo americano e parece que desgastou minha sensibilidade. Eu espero sempre as mesmas falas, olhares e trilhas sonoras pop. 

Oliver Tate é um garoto de 15 anos que tem seus pais em crise no casamento. Ele observa o movimento da sala, do quarto e vigia os passos deles e percebe o esfriamento da relação. Com isso, a mãe dele acaba reencontrando um velho amigo e eles dois acabam saindo várias vezes sozinhos. A missão de Oliver é afastar os dois para evitar possíveis traições.


Em contrapartida, Oliver começa a namorar Jordana que também enfrenta problemas em casa. Sua mãe está morrendo e não se tem nada a fazer para tentar impedir a morte. Portanto, nem um, nem outro conta sobre seus respectivos problemas, até certo momento. Momento esse em que Jordana se abre, dizendo que estava muito triste por conta de sua mãe. 

Frente a isso, Oliver acha que seus problemas não são maiores que os de Jordana e, por isso, prefere não interferir, mas essa decisão acaba mudando tudo.

 
Sumarine é um filme interpretado mais por ângulos, olhares, expressões corporais, do que por falas em si. Não estou dizendo que o filme é mudo ou com poucas falas. Estou dizendo que a essência é captada pelo silêncio de algumas cenas e pelos olhares carregados dos personagens.

Ainda tem um bônus: soundtrack! Trilha sonora maravilhosa, incrível!

21 outubro 2015

A palavra tem poder.





Uma guerra cheia de turbulências é aquela que acontece dentro de você e não fora. Estamos lidando com pessoas que creem ser justas, mas de repente, descobrem que estão combatendo a injustiça com injustiça, morte com morte, violência com violência. Isso acontece quando a professora Gruwell (Hiraly Swank) incia seus trabalhos numa instituição que utiliza o ensino como castigo para jovens que fizeram algo, teoricamente, errado ou estão ali forçados por alguma pessoa de força maior, que exerce uma autoridade sob o adolescente em questão. 

Acontece que a humanidade ainda carrega em seu gene o mal do julgamento. As pessoas são pré-conceituadas pelo que está na superfície e não pelo que realmente são. Isso acontece diariamente e constantemente. Por mais que tenhamos avançado em questões como o final da escravidão e o fim do Apartheid, ainda é pouco. Negamos a existência do racismo, mas temos noção de que ele existe porque o presenciamos, mesmo sem perceber. 

Os jovens da Escola Wilson têm fatos amargos para contar e, ao invés de se tornarem pessoas amargas e tristes como suas vidas, decidem vingar-se dos elementos que adjetivaram suas histórias dessa forma. São pessoas que tiveram seus amigos ou familiares arrancados por nenhum motivo além do fato de serem negros. A cor negra na pele era como um rótulo para que mais uma pessoa vivesse para sobreviver. Um dia em que sobreviviam era uma vitória. Eles estavam, de fato, em uma guerra não declarada. A solução que encontraram foi formar gangues que assaltariam e se vingariam dos brancos que diminuíam os negros. 

A professora Gruwell estampava um sorriso no rosto, mas aos poucos percebia que a realidade em que estava submetida era completamente inversa a sua. Por isso, decidiu adotar um método de ensino diferente, fazendo com que os alunos gostassem de estar ali. O plano foi traçado em sua mente através de relatos dados involuntariamente pelos alunos. Mesmo sem recursos e apoio da coordenação administrativa da escola e sem professores que apoiassem suas ideias, Gruwell carregou ainda mais dois empregos para efetuar compras de livros, visitas ao Museu de Anne Frank. Com seus métodos, que não se resumem a passeios e livros, eles aprenderam que a palavra era a arma dessa guerra. 

Em um relato real e não-romântico, o filme "Escritores da Liberdade" é transparente ao ponto de imaginarmos que existe uma câmera escondida mostrando o que a mídia não interessa. Não se trata de uma ficção, mas de uma pintura, um retrato fiel de uma realidade escondida.

03 setembro 2015

DIVERTIDAMENTE



Sinopse: Riley é uma garota divertida de 11 anos de idade, que deve enfrentar mudanças importantes em sua vida quando seus pais decidem deixar a sua cidade natal, no estado de Minnesota, para viver em San Francisco. Dentro do cérebro de Riley, convivem várias emoções diferentes, como a Alegria, o Medo, a Raiva, o Nojinho e a Tristeza. A líder deles é Alegria, que se esforça bastante para fazer com que a vida de Riley seja sempre feliz. Entretanto, uma confusão na sala de controle faz com que ela e Tristeza sejam expelidas para fora do local. Agora, elas precisam percorrer as várias ilhas existentes nos pensamentos de Riley para que possam retornar à sala de controle - e, enquanto isto não acontece, a vida da garota muda radicalmente.



Estamos falando de uma animação da Disney, então não tinha como dar errado: filme incrível e emocionante. Existe um retrato fiel da complexidade humana durante todos os minutos do longa. Precisamos de alegria, assim como de tristeza na nossa vida. Precisamos de controle e vivemos em mundos com coisas diferentes: temos a família, os amigos... Mas o que não podemos deixar de ter são as lembranças boas.

31 agosto 2015

TUDO ACONTECE EM NY


No último final de semana decidi fazer uma maratona cinematográfica. Assisti um montão de filmes e vou falar de todos que gostei aqui no blog essa semana. 

"Tudo Acontece em NY" fala sobre o escritor Sam Wexler(Josh Radnor) e as pessoas que rodeiam sua vida: família, amigos... Mas, em uma semana duas pessoas surgem na vida de Sam e tudo muda. 

Mais um dia tipicamente agitado em Nova York nasce e, dessa vez, Sam tem uma entrevista com um importante editor. Acorda atrapalhado e apressado, presando por sua pontualidade. Todavia, o que Sam mais temia aconteceu: ele chegou ridiculamente atrasado, não por conta do atraso de um táxi ou da hora em que acordou, mas porque acaba encontrando um garoto perdido no metrô e não sabe o que fazer com ele.

Em um certo momento, o garoto pede para beber água, o que forçou-os a parar em um bar. Foi nesse momento que bateu uma química entre Sam e a balconista. Isto é, duas pessoas surgem na vida do nosso protagonista nova iorquino (escreve junto ou separado?) que não gosta de Los Angeles e está prestes a ter um bloqueio criativo.


  

Sempre achei Nova York um lugar muito atrativo e inesquecível. De fato, conservo essa ideia e sonho diariamente em passear por todos aqueles lugares dos filmes e respirar o ar seco da cidade. Mas, eu não tinha parado pra pensar que a cidade também pode ser ruim. Os personagens do filme reclamam de vez em quando de alguns problemas, mas sentem-se bem por morar ali e são orgulhosos de ter Nova York como seu lar.

26 junho 2015

Jurassic World

  

Sinopse: O Jurassic Park, localizado na ilha Nublar, enfim está aberto ao público. Com isso, as pessoas podem conferir shows acrobáticos com dinossauros e até mesmo fazer passeios bem perto deles, já que agora estão domesticados. Entretanto, a equipe chefiada pela doutora Claire (Bryce Dallas Howard) passa a fazer experiências genéticas com estes seres, de forma a criar novas espécies. Uma delas logo adquire inteligência bem mais alta, logo se tornando uma grande ameaça para a existência humana.

Assisti o filme em 3D na sala com uma tela maior do que nas outras, achando que iria realmente valer a pena pagar R$6,00 a mais no ingresso porque os efeitos seriam incríveis. Engano. Não há nada mais do que efeito de profundidade. Ou seja, uma coisa que fica mais próxima da tela e um fundo. Claro que, em alguns momentos, os efeitos são mais reais, mas nada que você fique impressionado. 

Entre péssimo, ruim, bom, perfeito, eu escolho bom. É um bom filme pra curtir com os amigos e tem horas que seu coração bate mais forte, daí você diz: "estou sentindo que vou levar um susto agora".

A história é muito inteligente, a formação imagética é maravilhosa e, no final, você sente um aperto no coração pelas coisas que acontecem no decorrer do filme.

Se você já assistiu, me conta o que achou?  ♥ ♥ 


24 junho 2015

Minions é vida

                 

Quem me conhece sabe que eu tenho uma relação de amor com os Minions. Essas coisinhas pequenas, gordinhas e amarelas conquistaram o coração de muita gente, inclusive o meu

Mas o que torna os Minios tão especiais? SIMPLES: a incrível capacidade de fazer humor sem falar absolutamente nada. É como Mr. Bean! Ele por si só é engraçado e já basta. A necessidade de apelar simplesmente não existe.

  

Eu preciso realmente dizer que estou mega ansioso para a estréia desse filme? 

          

E se você gosta tanto dos Minions quanto eu, dá uma passada no Mc Donalds porque os bonequinhos que tem lá são muito fofos e o sorvete de banana é uma delícia!

21 junho 2015

Só tem coisa boa no cinema!

Entrei, despretensiosamente, no site de cinema pra ver o que estava passando. Eu estou completamente animado pra a maioria deles! Sério! Olha só quanta coisa M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-A:

☁ Los Hermanos - Esse é só começo do fim da nossa vida


*verifique a programação do cinema da sua cidade.

☁ Divertida Mente




☁ Tomorrowland




☁ Jurassic World 

31 maio 2015

John Green no Brasil


Na semana passada, estava pelo meu feed do Instagram. Fotos de pés, paisagem, praia, etc. Normal. De repente, me deparo com a postagem da intrínseca, que dizia o seguinte: John Green estará no Brasil para a estréia do filme "Cidades de Papel". Na mesma hora eu disse, alto: "NÃO ACREDITO!" 

Fiquei super feliz em saber que ele virá, em breve. Mas, depois fiquei pensando... puts. Eu não vou vou ver ele. Afinal, a estréia deve acontecer nos principais centros de eventos do país e eu moro no Nordeste. 

Então, se você é do Rio de Janeiro ou de São Paulo, fique atento. Sabemos que o filme estreará dia 9, mas não foi lançada nenhuma informação a respeito da participação do autor. 

Ah! Já ia esquecendo. Olha só o trailer:



24 fevereiro 2015

CINQUENTA TONS DE OPINIÃO




















Junte opinião com Cinquenta Tons de Cinza e perceba como as pessoas ficam divididas em seus argumentos para expressar uma crítica ao filme. 

Caso você tenha andado sem internet e sem sair de casa, o filme Cinquenta Tons de Cinza é uma adaptação do livro de E. L James. 

Christian Grey é um cara bem sucedido e famoso. Em um dia comum de trabalho, Anastasia Steele o entrevista para sua faculdade. Ela olha ele... ele olha ela. Não preciso nem dizer o que vai acontecer, né? Sim. Há uma atração simultânea. Só que Grey não gosta de um amor comum. Ele gosta do que é carnal e atípico. 

Para falar a verdade, não planejava assistir ao filme porque eu achava que ele ia ser malvado com ela, ia bater, fazê-la sofrer fisicamente. Não era nem por conta das cenas de sexo, afinal a censura me permitia entrar. 

As minhas impressões sobre o filme e as pessoas que foram assistir:

1. A primeira impressão que tive ao entrar na sala foi: a metade das pessoas dali já tinham mais que o dobro da minha idade. Só tinha senhora que aparentavam ter 50,60. Fiquei impressionado. 

2. Na primeira música que compunha a trilha sonora do filme, já tive certeza de que as outras seriam fantásticas, fantásticas! 

3. Assim que iniciaram-se as primeiras cenas em que Anastasia aparecia, fiquei impressionado novamente. Como ela é viajada! Ela fala sussurrando... Acredite! Com uma hora e meia de filme fiquei entediado com ela falando uma frase e ele retrucando tudo o que ela dizia. Bléh! 

4. O Grey não falava de forma brusca com ela, como eu imaginei.

5. As pessoas riam de tudo no filme. Não sei se algumas frases remetiam mensagens irônicas contidas no livro... sei lá! Era mais ou menos assim: Grey diz "Oi". Anastasia diz "Oi?". As pessoas no cinema: HAHAHAHAHAHA.

6. Uma última observação sobre as risadas dos espectadores da sala: não entendi por que as senhoras morriam de rir quando os pelos da perna ou das partes íntimas de Anastasia apareciam. Acho que justamente elas que deveriam não rir.

7. Na metade do filme, nada acontece. É tudo tão parado...

8. Grey é reflexo de muita gente por aí cheio de problemas psicológicos. As suas ações são reflexos dos traumas adquiridos por conta do passado. Por isso ele não gosta que o toquem, que o amem de forma afetiva. 

9. Anastasia também acaba sendo reflexo de muitas mulheres na sociedade atual que, por mais que tenha adquirido muitos direitos durante toda a história do mundo, continua sendo submissa ao homem. Fico me perguntando: por qual motivo isso atrai as mulheres a irem ao cinema ver isso ou ler o livro com uma realidade dessa? 

10. Ah! Ia quase esquecendo. Como a atriz é LINDA! Sério. Fiquei babando. 

11. Que final foi aquele? Quando olhei para baixo, tinha uma das funcionárias do cinema pronta para abrir a porta da sala. HÃ? Pera! Ainda estou descalço e tem um restinho de pipoca. Como assim? Acaba assim? Credo. É melhor ver Bob Esponja na sala ao lado.

Por um lado, o filme me fez refletir sobre os comportamentos do ser humano. Isso foi bom. E a trilha sonora também.
Por outro lado, fiquei frustrado com a construção das cenas, da forma enfadonha dos personagens, com a reação das pessoas que assistiram e aquele final.